sábado, 28 de junho de 2014

Por que amar se tornou tão hesitante?

Ao passo que a permuta de xingamentos entre as pessoas é corriqueira, a troca de elogios entre os mesmos é escassa. Às vezes, inexistente.
O amor não é um sentimento que deveria ser evitado. Muito pelo contrário, este deveria ser celebrado. Ademais, atribuem-se erroneamente a ele, única e exclusivamente o afeto entre sexos opostos. Mas, não! O amor não se resume a ínfima relação entre homem e mulher, mulher e homem. Ele é muito mais amplo, imensurável e onipresente, eu diria.
Contudo, eu volto à questão: Por que amar se tornou tão hesitante? Ora, talvez seja porque as pessoas não nos dão confiança suficiente para merecê-lo. Sim, isso faz algum sentido. A sociedade beira a insanidade, mesmo. Mas acontece que o amor assim como a vida, não faz o menor sentido. Ou vivemos a vida, ou morremos. Ou amamos uns aos outros, ou nos desperdiçamos.
Faço ressalvar que, a única maneira de descobrir se alguém merece o seu amor é amando-o. 
Todavia, a coisa mais triste é quando alguém morre arrependido. Pois não há mais tempo para reaver-se como ser humano, a despeito de estar disposto a mudar, evoluir. Portanto, não construa uma vida que no final obrigue você a proferir as irreversíveis e trágicas palavras: “Ó, que pena! Não amei o suficiente.”.
Não sou capaz de compreender tamanha resistência ao amor. Afinal, como é que um elogio carinhoso pode ser considerado ultrajante? Em que hipótese? Eu, hein... Como teria dito uma vez, John Lennon: “Nos escondemos para fazer amor enquanto que a violência é praticada à luz do dia.”.
Para finalizar, a vida é uma loucura, e o amor é uma insanidade. Logo, o amor poderia ser definido sem prejuízo à sua essência da seguinte forma: o amor é uma insanidade dentro de uma loucura. E o pior de tudo, é que este indecifrável sentimento faz tudo valer a pena.
Meu apelo final se resume a uma só palavra: amem!

sábado, 14 de junho de 2014

La felicidad

Analisando um pouco, a felicidade não reside nisso em que é vendido a todo o tempo. Ou seja, vende-se uma forma padronizada de felicidade. E quanto aos que não se encaixam nesses padrões?
Em minha curta experiência de vida, noto que cada um pode ser feliz de acordo com a sua singularidade, e não necessariamente atingindo alguns objetivos pré-determinados pela sociedade. Isto é, ser feliz não significa realizar o que todos esperam que você realize. Ser feliz nada mais é do que estar feliz, seja onde e como for.
A felicidade é o maior bem da vida. Logo, temos de busca-la sempre. E se porventura a alcançarmos, devemos mantê-la. Ou se a perdermos, devemos recupera-la.
É preciso que se entenda que não existe um modelo perfeito de felicidade. Eu por exemplo, sou feliz assim: ajudando as pessoas de alguma forma. Enquanto que outras pessoas podem ser inteiramente felizes, e não estar nem aí pra isso.
Em suma, nesta vida ninguém é feliz o tempo todo. Assim como não devemos confundir a felicidade intrinsecamente simples com a felicidade mundanamente padronizada.

domingo, 1 de junho de 2014

Um mundo estragado

Assim eu disse: façamos do mundo um lugar bom, onde todos possam ser felizes!
Todavia, as pessoas estragaram meu ideal replicando-me com veemência: "isto é impossível!"
Pois então, disse eu: façamos o que nunca fora feito!
E outra vez, as pessoas estragaram meu entusiasmo: "não importa o que você for fazer, pois não dará certo. Não neste mundo."
Ok. Aprendi a lição, mas conformar-me jamais!
Em seguida, parti para meus ideais menos audaciosos. Aprendi a fazer as coisas sem pretensão. No entanto, isso não me garantiu escapar aos vitupérios e impropérios das pessoas. Mesmo as coisas mais pífias sofrem com o ódio alheio.
Pergunto-me: onde isso vai parar? Por que as pessoas estão sempre a estragar o mundo?

Seria cômico embora compreensível que, as pessoas recebessem um e-mail com frequência semanal (pelo menos), com a seguinte congratulação: "Parabéns por ter estragado o mundo hoje!".
É incrível como a sociedade prioriza demasiadamente o perfeccionismo, ao mesmo passo em que entende cada vez menos o significado de compaixão. E a megalomania acabou tomando o espaço que deveria ser da felicidade.
O mundo deveria ser assaz simples. E de fato era, antes das pessoas o habitarem.
Caso eu fosse perguntado por um extraterrestre em que tipo de mundo eu vivi, eu o responderia sem o menor remorso e com a maior sinceridade: em um mundo estragado.
Em suma, as pessoas estragam tudo.