segunda-feira, 19 de agosto de 2013

A diferença entre tolerância e respeito

Ora, não seria este um tema redundante, ou desinteressante demais? Talvez, para uma minoria de pessoas. Pois por mais incrível que possa ser, muitos ainda não sabem distinguir tolerância de respeito. E eu hei de provar isso ao decorrer dos parágrafos.

A palavra “respeito” é vulgarmente dita e incansavelmente repetida. Como se para tudo necessitasse de respeito. Entre alguns dizeres surge aquele: “respeite a mim!”. Ou como aquele famoso provérbio: “respeito é bom e todo mundo gosta”.

Pois bem, e o que é respeito? Segundo o dicionário, respeito é obediência, reverência, estima e etc. Por exemplo: respeito às leis.

Agora observe como a palavra tolerância obtém um sentido completamente diferente: disposição de admitir, nos outros, modos de pensar, de agir e de sentir diferentes dos nossos. E ainda completa: na vida social, a tolerância é a virtude mais útil.

Logo, respondendo ao “respeito é bom e todo mundo gosta”, quando alguém diz isso, ele(a) não está exigindo respeito, mas sim tolerância. Portanto, a forma correta desta expressão seria: “tolerância é boa e todo mundo gosta”. De modo que se faz necessária apenas a substituição de um termo pelo outro, não obstante, termos bem distintos conforme apresentado anteriormente.

Então por que um texto como este se faz relevante? Porque enquanto a sociedade em geral não souber o significado de respeito e de tolerância, ela jamais se tolerará, tampouco se respeitará. Visto que não conhece o verdadeiro significado de uma e nem da outra.

Ficou claro que o respeito está digamos; “acima” dos patamares da tolerância que, por sua vez visa simplesmente aceitar as diferenças. Enquanto que o respeito demanda maior requinte do que isso.

Nota-se também que o respeito é praticado ordinariamente por imposição, raramente por livre iniciativa e mérito.

Quer dizer, ao passo em que se impõem pronomes de tratamento especiais para autoridades, variando desde "senhor" até "meritíssimo", as pessoas de bom caráter não são respeitadas como mereciam. Isto se dá geralmente porque no caso delas não há um fator que obrigue a respeita-las. Eis um sintoma de uma sociedade no mínimo equivocada em seus valores.

Aproveito para acrescentar o adendo de que não é sensato respeitar um indivíduo exclusivamente pelo fato dele possuir cabelos brancos, pois não se esqueça de que os idiotas também envelhecem.

Diante de tudo, sou impelido a fazer a seguinte indagação: Como que uma sociedade despreparada para sequer tolerar pode um dia respeitar alguém sem que seja por imposição?

A tolerância faz parte do mínimo que temos a oferecer. E nem isso está sendo feito.

Uma sociedade para ser minimamente decente, ela deve saber tolerar e jamais ser tão ignorante ao ponto de não saber a diferença entre tolerância e respeito.

E este é o nosso problema; será que isso a que chamam de civilização é decente ao mínimo?   

segunda-feira, 12 de agosto de 2013

Alerta para a real causa da perda da família

Muitos idiotas surgiram para falar acerca do desvencilhar dos "laços familiares", sendo que alguns chegaram a mencionar “extinção da família”, tão ridículos chegaram a ser os seus termos.

Como estamos exaustos de saber, é óbvio que estou me referindo aos anti-homossexuais, cujos meios de comunicação ecoam ordinariamente o vocábulo: “homofóbicos” para referi-los.

Se um anti-homossexual envolvido com a religião está mesmo engajado na “preservação da espécie humana” como ele diz (rsrs...), pois então que se torne ambientalista!

Agora, permita-me saltar da questão do preconceito para outro problema social idem preocupante e que vem muito a calhar; o capitalismo.

Eu vou lhes dizer o que é que realmente separa as famílias. Sim, existe mesmo um fator que desunem os pais dos filhos. E este é o maldito capitalismo.

Provavelmente você já deve ter ouvido falar (isto se não for o seu caso) de pessoas que trabalham 12 horas por dia, às vezes até mais do que isso. Indivíduos que labutam 7 dias por semana. E por aí vai.

Agora, diga-me como é que um pai ou uma mãe poderá acompanhar o crescimento de seus respectivos filhos se eles não os veem porque estão trabalhando na maior parte do tempo?

Logo, isto nos evidencia o malefício que causa o sistema capitalista na sobrevivência das famílias.

O capitalismo não é nada familiar, ele é corporativo. Nele, não existem parentes, e sim colaboradores. Se no âmbito familiar o amor é o que nos une, no ramo empresarial o salário é o que nos afasta dele.

Graças à filosofia capitalista de vida, nós tendemos a viver separados. Tal como aprendemos na empresa: cada qual transita dentro dos limites de seu próprio setor. Não se conversa no ambiente de trabalho, apenas o básico do básico; bom dia para chegar e boa noite para sair.

Se há alguma preocupação em preservar a chamada “família”, devemos extinguir as empresas antes que elas extinguem os tais "laços familiares".

domingo, 4 de agosto de 2013

Cidadão Padrão

Não me importei, pois não era gay
A mulher, ela já tem o que quer
Deixa pra lá são só animais
Torturar, matar, culturalmente são legais
É ruim ser pobre, mas hoje sou nobre
Pois que os jovens lutem até o final!
Afinal, não sou mais tão jovem

É essencial a educação das crianças
Sobretudo das minhas crianças
Sem paz não há guerra
Digo, sem guerra não há paz
Está faltando presídios
Veja o tanto de homicídios
Aliás, bandido morto é um alívio

Ai ai, os lucros de minha empresa agrada
Todavia a mesma o ambiente degrada
Odeio comunistas, bem como adoro meus acionistas
Seus baderneiros e vândalos
Seus vândalos e baderneiros

Tudo que tenho foi Ele quem me dera
Quem me dera fosse praticado
O que aos domingos é pregado